quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Corrida do Verde




Participando desta tradicional prova desde 2003 e obtendo bons resultados, não queria ficar de fora em 2009. Entre tanto estava com uma lesão na coxa direita e não imaginaria que a mesma iria se agrava. Muitas vezes criticamos corredores profissionais por abandonares provas quando ver que não dar para ganhar. Realmente é que devemos fazer o mesmo porque pior que a dor e a satisfação do concorrente. E acostumado ter um bom tempo nos 10 km. fazer 46 minutos até que foi bom resultado e assim aprendi que não devemos nos sacrificar e quando sentir qualquer dor é melhor parar.




































































sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Algumas Corridas



20/09/2009- Campo Grande MS corrida do Verde 10 km. inscrições gratuitas
26/09/2009 - Campo Grande-MS - corrida noturno R$10,00 Reais a inscrição
11/10/2009 - Campo Grande - MS - Maia maratona, 10km. caminhada 5 km. inscrições gratuitas até 4.000 corredores!
sit: tvmorena.com.br/volta das nações
18/10/2009-Toledo-PR - meia maratona, 6km. maratoninha, caminha! Inscrições varios valores
site:meiamaratonadorotary.com.br (estarei lá quem for veloz me acompanhe"
site que divulgar varios eventos no estado:
www.esporteagil.com.br

Li! no www.educafisica.com.br "ele é o raio ele se chama Usain Bolt"

O medalhista olímpico Robson Caetano afirma que os corredores brasileiros são preguiçosos e atribui a eles grande parte da responsabilidade pela má fase da modalidade no Brasil.
Atletas se defendem!
Na segunda reportagem da série sobre os problemas do atletismo nacional, Robson Caetano desabafa. Não é novidade que a modalidade no país não evolui há no mínimo uma década como o Correio mostrou na edição de ontem. Mas para o ex-velocista, a culpa não deve ser jogada sobre a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). A questão é mais complexa: “Vamos cobrar das pessoas certas: não é a CBAt que entra na pista”, ressaltou.Em entrevista ao Correio, Robson, medalha de bronze nos 200m nas Olimpíadas de Seul-88 e no revezamento 4 x 100m em Atlanta-96, não poupou críticas àqueles que o sucederam nas pistas. “O atleta é preguiçoso. Os garotos de hoje não treinam. Se treinassem, o recorde (dos 100m, de 10s00, do próprio Robson Caetano, que se mantém desde 1988) já teria caído. É falta de vergonha!”.Robson argumenta que o avanço tecnológico favorece o atleta de hoje, lembrando que em sua época, corria com sapatilhas com pregos e mesmo assim era mais rápido do que os atletas atuais. “É uma premissa da nova geração. O esforço físico não é tão necessário. Os caras querem boa vida”, diz, ressaltando que conhece bem o tema. “Eles têm que colocar na cabeça que o trabalho dá resultado”, prega. De origem pobre, o recordista brasileiro teve no atletismo sua oportunidade para crescer. “Quando você tem a necessidade, corre atrás”, ensina, citando sua trajetória como exemplo. “Hoje você não tem essa cobrança com os atletas”, reclamou.Brasil sem superatletasAtual primeiro do ranking nacional nos 100m, o amazonense Sandro Viana não aceitou a crítica de Robson Caetano. “Até parece que só os atletas são responsáveis pelo resultado”, ironizou. O velocista, de 32 anos, cravou 10s11, em 24 de julho último. A marca ainda está acima do tempo de Robson Caetano em 0s11.Sandro alega que o avanço tecnológico entre a época do recordista brasileiro e a nova geração não chegou ao Brasil. “Ainda treinamos nas mesmas condições que ele treinava”, garante. Apesar da defesa, Sandro Viana reconhece que o atletismo nacional está mesmo estagnado. “Nos últimos 20 anos, é assim. Vi muitos atletas talentosíssimos brigando pela ponta, mas os resultados não saíram. Precisaria de um estudo aprofundado para explicar isso”, sugeriu.A principal reclamação do velocista é que o país segue uma filosofia de treinamento equivocada, muito aquém das implantadas em países europeus ou nos Estados Unidos. “Já somos grandes atletas, mas precisamos virar superatletas”, acredita. “Infelizmente, essa evolução está demorando para chegar”, lamentou.Índice é consensoApesar das divergências sobre quem é o maior responsável pela fraca evolução do atletismo nacional, em um ponto não há discussão: os atletas brasileiros precisam ser mais exigidos.Um dos mecanismos para isso é o índice necessário para se classificar para uma grande competição. Para o Mundial de Berlim, os competidores tinham que fazer o índice “A”, estabelecido pela Federação Internacional de Atletismo (Iaaf) uma vez, e o “B”, mais fraco, outras duas.“Os atletas entraram numa zona de conforto. Hoje, os caras têm tudo. No passado, quando se exigia índices melhores que o da Iaaf, eles corriam atrás”, defende Ricardo D’Ângelo, treinador-chefe da seleção brasileira em Berlim. “Tem que ser mais exigente”, enfatiza. Parte do conselho técnico da CBAt, Ricardo garante que essa será uma de suas propostas na próxima reunião.Robson também desaprova a opção de não cobrar um índice mais severo que da Iaaf. “O atleta faz o índice e fica livre. o cara acha que correr 10s20 (índice A para os 100m) é bom”, critica Caetano. Mas o que causa a indignação mesmo do medalhista olímpico é apostura dos atletas. “Treinar para alcançar índice é no mínimo sem propósito. Você tem que treinar para ser o melhor do seu país”, ensina.Atual líder do ranking brasileiro, Sandro Vianna não vê com mausolhos a postura dos atletas. Mas concorda que a CBAt poderia exigir um índice mais forte. Sua sugestão é que tal marca fosse estipulada fazendo a média dos tempos dos três primeiros colocados da última edição da competição. “O atleta não seria obrigado a alcançar o índice, mas se o fizesse, teria regalias”, explica.Sandro argumenta que uma inovação assim serviria de incentivo. “Venho fazendo índices há quatro anos e confesso que não tenho parâmetros”, admitiu. Segundo o corredor, apenas os atletas de qualidade alcançariam uma marca mais forte e assim poderiam investir mais em viagens — as regalias — para evoluírem ainda mais.Marcas da IAAFOs índices A e B são tempos ou distâncias mínimos que um atleta deve obter para se credenciar para grandes eventos internacionais como campeonatos mundiais ou olimpíadas. Esses tempos ou distâncias podem variar de acordo com o período em questão. Os índices “A” são sempre os mais elevados e mesmo assim não correspondem à realidade de várias provas (nos 100m masculino, por exemplo, o índice A para o Mundial de Berlim foi 10s20).ImpensávelSe a sugestão de Sandro Viana fosse acatada, o Brasil dificilmente disputaria o próximo Mundial em várias provas, já que a média dos três primeiros colocados nos 100m, por exemplo — Usain Bolt, da Jamaica (9s58); Tyson Gay, dos Estados Unidos (9s71) e Asafa Powell, da Jamaica (9s84) —, seria 9s71. Nenhum brasileiro até hoje na história correu a prova abaixo dos 10s.Jovens rebatemA declaração de Robson Caetano de que o atleta brasileiro é preguiçoso ofendeu quem está começando sua carreira nas pistas. “Para fazer um atleta recordista leva 10 anos”, ressalta Caio Sena, 18 anos, atual campeão juvenil de marcha atlética. “A gente só teve investimento há cinco anos, com a Bolsa Atleta. Daqui a cinco anos poderemos falar se é preguiça ou não”, esbraveja Caio.O jovem atleta destaca que o país ainda está longe de ter uma boa estrutura esportiva. Seu colega de prova, Dejaime César Oliveira, 20 anos, concorda. E reclama que o dinheiro não chega aos atletas de base. “Nunca chegou.”Além disso, o marchador destaca que, enquanto os atletas nacionais compete em muitas provas para alcançar o índice, os europeus disputam poucas, mas de qualidade. Isso faz com que eles cheguem bem melhores à competição principal. E como se não bastasse tudo isso, Caio aponta outro fator para o fracasso: o psicológico. “O Brasil tem a fama de amarelar”, admite.Estrutura deficienteUm dos erros de estrutura apontados por Caio Sena é a falta de planejamento. Ele não foi o único atleta a reclamar: os brasileiros traçam como meta atingir o índice e chegam ao seu melhor condicionamento físico do ano neste período. Quando a hora de competir se aproxima, o rendimento já está em queda.
por Thalita Kalix
* Minha opinião!
O Brasil jogou na Argentina no sabado a noite! chegando em Salvador no domingo e no globo esporte já passava jogadores fazendo atividade fisica! Mais quanto ganha o Kaká? Talvez mais que a população de uma cidade com 80 mil habitantes! Hoje o jovem tem mais uma ilusão quer ser jogador de futebol doque seguir o atletismo! Nas escolas, nos quarteis não se ver mais o incentivos! Os goverantes não apóia a modalidade porque não dar voto! preferem dar um jogo de uniforme ao um peladeiro que um tenis a um estudante! Nos projetos de incentivos ao esporte as modalidades mais volorizadas é: judô, natação, volei, ê outras ficando o atletismo por ultimo porque quem pratica é classe pobre! Como aqui no MS. Olimpiadas Escolares 12 a 14, Centro-Oeste, Olimpiadas escolares 15 a 17 até agora nenhum atleta nenhum recebeu a comtemplação . Nosso melhor atleta tem 40 anos, Uma Federação que o site não muda a reportagem agora tem até orkut! Os profissionais dedicados são os mesmo coitados! porque os novos só querem academias! Então que contribuição pode alguns atletas brasileiro atingir o patamar!

Carona! Fiz meu comentario!

O que é ser patriota?
Patriotismo pode ser definido como o sentimento de amor e devoção à Pátria e aos seus símbolos (bandeira, hino, brasão). Ele é expressado por meio de atitudes de devoção para com a sua pátria. A explicação abstrata da palavra não revela exatamente como ela é exercida. Como se demonstra amor à pátria? A época de eleição é o tempo ideal para que o pensamento individual se volte para o coletivo e a semana da pátria, com seu ápice no desfile de sete de setembro, para que a questão da identidade nacional seja levantada. O Brasil dá pouca atenção às atividades que cativam os valores da Pátria. Elas servem para mostrar que somos uma nação com o mesmo povo e a mesma língua.A Semana da Pátria é o único momento as pessoas entram em contato com esses valores, principalmente os jovens. Antes as bandeiras eram içadas nas escolas, mas agora não tem mais isso, apesar de alguns colégios tentarem resgatar a tradição.O Profissional de Educação Física tem o dever de considerar em suas aulas e atividades o resgate desses valores... e o esporte é um ótimo terreno para plantar a semente do civismo entre as crianças e jovens.Boa semana a todos.
* Minha Opinião
Realmente os valores foram esquecidos, morando em uma cidade de mais o menos de 15 mil habitantes tenho a oportunidade de testemunhar como é triste lembras os velhos tempos onde era orgulho nosso familiares irem para rua e avenida nos ver desfilar. uniforme comprado com suor dos nossos pais, mais o orgulho era total. Hoje uniformizados com o dinheiro de nossos impostos mais dados de brinde pelos governantes desfilam insatisfeitos.

Usain Bolt! "Oraio"


ciência explica os recordes de velocidade
Fonte: Ciência Hoje
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O atletismo vem sendo sacudido há cerca de um ano. O responsável por essa revolução é um sorridente rapaz de apenas 23 anos chamado Usain Bolt. Os feitos desse atleta jamaicano têm levado os estudiosos do esporte a se questionar sobre quais seriam os limites naturais para a capacidade fisiológica humana e até quando veremos quebras de recordes nas diversas modalidades do atletismo.Em duas ocasiões, Bolt venceu os 100 e os 200 metros rasos e participou da equipe vencedora do revezamento dos 4x100 metros rasos: nas Olimpíadas de Pequim (China), em agosto de 2008, e, mais recentemente, no Mundial de Atletismo em Berlim (Alemanha), no mês passado.Nas duas competições, Bolt superou com enorme facilidade o recorde mundial nos 100 metros rasos. Em Berlim, o atleta obteve mais um feito: ele se tornou o detentor da quebra do recorde dos 100 metros rasos com a maior diferença da história, incríveis 0s11 (11 centésimos de segundo) abaixo da marca anterior! Além disso, em Pequim, o atleta jamaicano também suplantou com um sorriso nos lábios o recorde dos 200 metros, que já durava 12 anos.
Os resultados obtidos pelo fenômeno Bolt chamam ainda mais a atenção quando levamos em conta que quebras de recorde mundial no atletismo masculino são fenômenos raros. As marcas costumam se manter por longos períodos – em média, por cerca de 8 anos e 11 meses. Os recordes femininos no atletismo duram mais, 14 anos e 9 meses, em média.
Em outras modalidades, como a natação, a quebra de recordes é bem mais comum e ocorre, em média, com intervalos de poucos meses. Por que será que isso ocorre no atletismo? Estaríamos perto de alcançar os limites fisiológicos humanos? Ou teríamos tido gerações de atletas menos qualificados e, portanto, incapazes de suplantar as marcas anteriores?
PrevisõesPesquisas conduzidas por Mark Denny, professor da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, e publicadas no final de novembro de 2008 no Journal of Experimental Biology analisaram a evolução histórica e os limites para o desempenho atlético humano em comparação com o desempenho de cães e cavalos utilizados em corridas. A partir da análise dos dados obtidos, foi também previsto quando essas marcas humanas seriam alcançadas.
Os resultados indicam que provavelmente já foi alcançado o limite para o desempenho atlético de cães e cavalos de corrida. Apesar da melhoria recente das técnicas de criação e de seleção genética, houve poucas alterações na velocidade desses animais nas últimas décadas.
O mesmo já não vale para a velocidade humana: ao analisarmos os resultados registrados desde os primeiros Jogos Olímpicos da era moderna, realizados em 1896 na Grécia, pode-se concluir que ainda não atingimos o limite em nenhuma das modalidades atléticas.
Contudo, segundo essa investigação, os limites humanos não estão distantes. Nos 100 metros rasos, por exemplo, Denny estima que o limite humano máximo esteja próximo de 9s48, 10 centésimos de segundo abaixo dos 9s58 cravados por Bolt em Berlim.
Entre as mulheres, o recorde atual dos 100 metros rasos (10s49) se mantém há 20 anos e pertence à norte-americana Florence Griffith-Joyner. Denny supõe que o limite máximo para essa prova seja de aproximadamente 10s19. Já a maratona feminina deve de ser a primeira prova a ter o seu limite máximo alcançado. O recorde atual dessa modalidade (2h15min25), batido em 2003 pela inglesa Paula Radcliffe, poderá ser reduzido em mais 3 minutos apenas, alcançando algo em torno de 2h12min41s.
O efeito Bolt.
No entanto, as previsões de Denny podem não estar totalmente corretas, e parte das falhas em seus cálculos ficou clara depois dos resultados obtidos por Bolt. As previsões dos limites atléticos humanos dependem da análise da tendência das marcas previamente obtidas. É aí que está o problema!Para entendermos como são feitos esses estudos, analisemos um trabalho similar realizado pelo estatístico Tatsuo Tabata, pesquisador do Instituto de Avaliação de Dados e Análises, no Japão. Ele elaborou um modelo que considerou todos os recordes na prova dos 100 metros rasos.Segundo os dados desse modelo, o recorde de Bolt em Pequim deveria ser esperado somente em 2030. A marca obtida por Bolt em Berlim, por sua vez, era aguardada para um pouco antes de 2040!Devido às façanhas de Bolt, foi preciso reajustar as equações para calcular a velocidade humana máxima. Até 2005, as análises conduzidas pela equipe de Tabata sobre a evolução dos recordes na prova de 100 metros rasos permitiam um bom ajuste com uma função exponencial que empregava uma constante e considerava um valor limite para essas marcas.
Os dados registrados até 2005 geravam limites máximos de 9s66 para os recordes dos 100 metros rasos. Quando, após a vitória de Bolt em Pequim, foram levados em conta os resultados alcançados até 2008, as previsões feitas posteriormente chegaram a um patamar máximo de 9s43. Um ano depois, com o novo recorde do jamaicano em Berlim, as expectativas diminuíram para um limite de 9s09. Você pode até estar pensando que esse tipo de investigação não leva a nada e que se trata de um simples exercício vazio de futurologia. Porém, o uso da análise de séries históricas para a realização de previsões tem um profundo significado e se aplica às mais diversas áreas da ciência. A previsão do surgimento de uma nova epidemia de gripe, a análise do grau de destruição das florestas tropicais ou dos efeitos dos gases estufa são apenas alguns exemplos de aplicações possíveis desse método.De qualquer forma, após o fenômeno Bolt, podemos chegar a algumas conclusões. Em primeiro lugar, vemos que os modelos empíricos para descrever os limites do desempenho humano no atletismo são ainda muito pobres. Além disso, notamos que é muito difícil prever algo que dependa da biologia humana, cheia de minúcias e, muitas vezes, sujeita ao imponderável.
Devemos sempre ter em mente que esses valores foram calculados por matemáticos e que, obviamente, não levam em conta a fisiologia humana. Eles trabalham simplesmente com dados e pressupõem que os ganhos de velocidade humana foram desacelerando gradualmente até que alcancem um limite máximo.Provas curtas e longas.
melhoria nos tempos das corridas pode estar diretamente relacionada com a distância percorrida em cada prova. Isso é o que sugere uma análise da progressão e das tendências dos recordes mundiais conduzida por Giuseppe Lippi, da Universidade de Verona (Itália). Seu trabalho considerou nove modalidades olímpicas, entre as quais os 100, 400, 1.500, 10.000 metros rasos e a maratona. Trocando em miúdos, os resultados indicam que as provas mais longas apresentam maiores evoluções do que as provas mais curtas.Segundo esses pesquisadores, as melhorias nos tempos das provas de atletismo podem ser explicadas por diversos fatores, como avanços nas metodologias de treinamento e nos equipamentos utilizados nas provas, maior conhecimento da fisiologia desportiva, mudanças sociais e ambientais e mesmo doping.Além disso, a equipe de Lippi observou que as maiores evoluções nos tempos das corridas foram alcançadas pelas mulheres, e não pelos homens. Contudo, acredita-se que as mulheres jamais alcançarão os homens, pois historicamente os tempos mais velozes para as mulheres são sempre de 9,3% a 13,4% mais lentos do que os dos homens. Lippi e sua equipe também observaram que a melhoria nos tempos de diversas modalidades do atletismo olímpico parece ter atingido um patamar. Essa observação se alinha com as previsões feitas por outros pesquisadores como Tabata, cujos modelos de evolução do desempenho atlético parecem se ajustar bem a certas modalidades como, por exemplo, o salto em distância, que tem apresentado nos últimos anos uma diminuição marcante no registro de recordes – duas únicas quebras foram registradas desde 1968.Atletas fora de série como Bolt podem subverter as tendências observadas e definir novos patamares para o atletismo, mostrando que a frieza dos números nem sempre pode prever eventos biológicos.Seu tamanho (1,96 metro) e agilidade também fazem uma enorme diferença. Na final dos 100 metros rasos em Berlim, por exemplo, o jamaicano completou a prova com apenas 41 passadas e alcançou incríveis 44,44 km/h no auge de sua velocidade, com uma média de 37,58 Km/h.Análises biomecânicas indicam que o jamaicano apresenta grande eficiência em seus movimentos e uma composição diferenciada de suas fibras musculares. Além disso, uma autoconfiança associada a um estado mental de prontidão fazem a diferença para seu desempenho.Mesmo assim, haveria um limite para a capacidade humana? Em caso afirmativo, qual seria o menor tempo possível? Somente a história poderá nos dizer. Seja como for, certamente parte das respostas serão escritas com as sapatilhas douradas de ciência explica os recordes de velocidade
Fonte: Ciência Hoje
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O atletismo vem sendo sacudido há cerca de um ano. O responsável por essa revolução é um sorridente rapaz de apenas 23 anos chamado Usain Bolt. Os feitos desse atleta jamaicano têm levado os estudiosos do esporte a se questionar sobre quais seriam os limites naturais para a capacidade fisiológica humana e até quando veremos quebras de recordes nas diversas modalidades do atletismo.Em duas ocasiões, Bolt venceu os 100 e os 200 metros rasos e participou da equipe vencedora do revezamento dos 4x100 metros rasos: nas Olimpíadas de Pequim (China), em agosto de 2008, e, mais recentemente, no Mundial de Atletismo em Berlim (Alemanha), no mês passado.Nas duas competições, Bolt superou com enorme facilidade o recorde mundial nos 100 metros rasos. Em Berlim, o atleta obteve mais um feito: ele se tornou o detentor da quebra do recorde dos 100 metros rasos com a maior diferença da história, incríveis 0s11 (11 centésimos de segundo) abaixo da marca anterior! Além disso, em Pequim, o atleta jamaicano também suplantou com um sorriso nos lábios o recorde dos 200 metros, que já durava 12 anos.
Os resultados obtidos pelo fenômeno Bolt chamam ainda mais a atenção quando levamos em conta que quebras de recorde mundial no atletismo masculino são fenômenos raros. As marcas costumam se manter por longos períodos – em média, por cerca de 8 anos e 11 meses. Os recordes femininos no atletismo duram mais, 14 anos e 9 meses, em média.
Em outras modalidades, como a natação, a quebra de recordes é bem mais comum e ocorre, em média, com intervalos de poucos meses. Por que será que isso ocorre no atletismo? Estaríamos perto de alcançar os limites fisiológicos humanos? Ou teríamos tido gerações de atletas menos qualificados e, portanto, incapazes de suplantar as marcas anteriores?
PrevisõesPesquisas conduzidas por Mark Denny, professor da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, e publicadas no final de novembro de 2008 no Journal of Experimental Biology analisaram a evolução histórica e os limites para o desempenho atlético humano em comparação com o desempenho de cães e cavalos utilizados em corridas. A partir da análise dos dados obtidos, foi também previsto quando essas marcas humanas seriam alcançadas.
Os resultados indicam que provavelmente já foi alcançado o limite para o desempenho atlético de cães e cavalos de corrida. Apesar da melhoria recente das técnicas de criação e de seleção genética, houve poucas alterações na velocidade desses animais nas últimas décadas.
O mesmo já não vale para a velocidade humana: ao analisarmos os resultados registrados desde os primeiros Jogos Olímpicos da era moderna, realizados em 1896 na Grécia, pode-se concluir que ainda não atingimos o limite em nenhuma das modalidades atléticas.
Contudo, segundo essa investigação, os limites humanos não estão distantes. Nos 100 metros rasos, por exemplo, Denny estima que o limite humano máximo esteja próximo de 9s48, 10 centésimos de segundo abaixo dos 9s58 cravados por Bolt em Berlim.
Entre as mulheres, o recorde atual dos 100 metros rasos (10s49) se mantém há 20 anos e pertence à norte-americana Florence Griffith-Joyner. Denny supõe que o limite máximo para essa prova seja de aproximadamente 10s19. Já a maratona feminina deve de ser a primeira prova a ter o seu limite máximo alcançado. O recorde atual dessa modalidade (2h15min25), batido em 2003 pela inglesa Paula Radcliffe, poderá ser reduzido em mais 3 minutos apenas, alcançando algo em torno de 2h12min41s.
O efeito Bolt.
No entanto, as previsões de Denny podem não estar totalmente corretas, e parte das falhas em seus cálculos ficou clara depois dos resultados obtidos por Bolt. As previsões dos limites atléticos humanos dependem da análise da tendência das marcas previamente obtidas. É aí que está o problema!Para entendermos como são feitos esses estudos, analisemos um trabalho similar realizado pelo estatístico Tatsuo Tabata, pesquisador do Instituto de Avaliação de Dados e Análises, no Japão. Ele elaborou um modelo que considerou todos os recordes na prova dos 100 metros rasos.Segundo os dados desse modelo, o recorde de Bolt em Pequim deveria ser esperado somente em 2030. A marca obtida por Bolt em Berlim, por sua vez, era aguardada para um pouco antes de 2040!Devido às façanhas de Bolt, foi preciso reajustar as equações para calcular a velocidade humana máxima. Até 2005, as análises conduzidas pela equipe de Tabata sobre a evolução dos recordes na prova de 100 metros rasos permitiam um bom ajuste com uma função exponencial que empregava uma constante e considerava um valor limite para essas marcas.
Os dados registrados até 2005 geravam limites máximos de 9s66 para os recordes dos 100 metros rasos. Quando, após a vitória de Bolt em Pequim, foram levados em conta os resultados alcançados até 2008, as previsões feitas posteriormente chegaram a um patamar máximo de 9s43. Um ano depois, com o novo recorde do jamaicano em Berlim, as expectativas diminuíram para um limite de 9s09. Você pode até estar pensando que esse tipo de investigação não leva a nada e que se trata de um simples exercício vazio de futurologia. Porém, o uso da análise de séries históricas para a realização de previsões tem um profundo significado e se aplica às mais diversas áreas da ciência. A previsão do surgimento de uma nova epidemia de gripe, a análise do grau de destruição das florestas tropicais ou dos efeitos dos gases estufa são apenas alguns exemplos de aplicações possíveis desse método.De qualquer forma, após o fenômeno Bolt, podemos chegar a algumas conclusões. Em primeiro lugar, vemos que os modelos empíricos para descrever os limites do desempenho humano no atletismo são ainda muito pobres. Além disso, notamos que é muito difícil prever algo que dependa da biologia humana, cheia de minúcias e, muitas vezes, sujeita ao imponderável.
Devemos sempre ter em mente que esses valores foram calculados por matemáticos e que, obviamente, não levam em conta a fisiologia humana. Eles trabalham simplesmente com dados e pressupõem que os ganhos de velocidade humana foram desacelerando gradualmente até que alcancem um limite máximo.Provas curtas e longas.
melhoria nos tempos das corridas pode estar diretamente relacionada com a distância percorrida em cada prova. Isso é o que sugere uma análise da progressão e das tendências dos recordes mundiais conduzida por Giuseppe Lippi, da Universidade de Verona (Itália). Seu trabalho considerou nove modalidades olímpicas, entre as quais os 100, 400, 1.500, 10.000 metros rasos e a maratona. Trocando em miúdos, os resultados indicam que as provas mais longas apresentam maiores evoluções do que as provas mais curtas.Segundo esses pesquisadores, as melhorias nos tempos das provas de atletismo podem ser explicadas por diversos fatores, como avanços nas metodologias de treinamento e nos equipamentos utilizados nas provas, maior conhecimento da fisiologia desportiva, mudanças sociais e ambientais e mesmo doping.Além disso, a equipe de Lippi observou que as maiores evoluções nos tempos das corridas foram alcançadas pelas mulheres, e não pelos homens. Contudo, acredita-se que as mulheres jamais alcançarão os homens, pois historicamente os tempos mais velozes para as mulheres são sempre de 9,3% a 13,4% mais lentos do que os dos homens. Lippi e sua equipe também observaram que a melhoria nos tempos de diversas modalidades do atletismo olímpico parece ter atingido um patamar. Essa observação se alinha com as previsões feitas por outros pesquisadores como Tabata, cujos modelos de evolução do desempenho atlético parecem se ajustar bem a certas modalidades como, por exemplo, o salto em distância, que tem apresentado nos últimos anos uma diminuição marcante no registro de recordes – duas únicas quebras foram registradas desde 1968.Atletas fora de série como Bolt podem subverter as tendências observadas e definir novos patamares para o atletismo, mostrando que a frieza dos números nem sempre pode prever eventos biológicos.Seu tamanho (1,96 metro) e agilidade também fazem uma enorme diferença. Na final dos 100 metros rasos em Berlim, por exemplo, o jamaicano completou a prova com apenas 41 passadas e alcançou incríveis 44,44 km/h no auge de sua velocidade, com uma média de 37,58 Km/h.Análises biomecânicas indicam que o jamaicano apresenta grande eficiência em seus movimentos e uma composição diferenciada de suas fibras musculares. Além disso, uma autoconfiança associada a um estado mental de prontidão fazem a diferença para seu desempenho.Mesmo assim, haveria um limite para a capacidade humana? Em caso afirmativo, qual seria o menor tempo possível? Somente a história poderá nos dizer. Seja como for, certamente parte das respostas serão escritas com as sapatilhas douradas de Usain Bolt!por Jerry Carvalho

por: Jerry Carvalho